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La Bitácora del Dr. Ucha

Magister Internacional Psicología aplicada a la actividad física y el deporte. Continuación

Magister Internacional Psicología aplicada a la actividad física y el deporte. Continuación

Lugar:

Edificio Almagro Norte, Facultad de Ciencias Sociales, San Ignacio 414 (metro Toesca), Santiago.

Mayor Información

Alicia Romero Directora E – mail aromeroc@ucentral.cl

Alexander García-Mas, Co-Director. E – mail Alex.garcia@uib.es

WWW.fcsucentral.cl

Magister Internacional Psicología aplicada a la actividad física y el deporte.

Magister Internacional Psicología aplicada a la actividad física y el deporte.

Quienes opten por el Magister Internacional en Psicología Aplicada a la Actividad Física y el Deporte obtendrán una doble titulación por parte de la Universidad Central y l a Universidad de las Islas Baleares, que opera bajo la modalidad de Sistema Europeo de Transferencia de Créditos (ECTS).

Orientado a:

Psicólogos, profesionales de educación física, entrenadores, directores técnicos deportistas y profesionales afines vinculaos al ámbito deportivo y la actividad física, que visualizan la importancia de los aspectos psicológicos tanto en el deporte de alto rendimiento, como en el formativo, recreativo y social.

Objetivos:

Proporcionar conocimientos teóricos actualizados, nuevas herramientas metodológicas de gestión social y deportiva, y competencias específicas de la psicología del deporte y ciencias afines.

Desarrollar competencias profesionales para canalizar la promoción social, sanitarían y educativa.

Fortalecer la actividad deportiva y física hacia la autogestión y el crecimiento, desde ñla psicología aplicada.

Incentivar el desarrollo de líneas de investigación en psicología del deporte y ciencias del deporte que permitan identificar ámbitos prioritarios para el crecimiento deportivo.

A PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA APLICADA À INICIAÇÃO ESPORTIVA

A PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA APLICADA À INICIAÇÃO ESPORTIVA

Professor Ms. Ramón Núñez Cárdenas

Universidade de Rondônia  

Em muito dos casos, as crianças em seus primeiros anos de prática esportiva, enfrentam treinamentos excessivamente exigentes, que não correspondem à idade e nível de maturação, sacrificando atividades que lhe são próprias.

No golfe, Tinger Woods fez suas primeiras práticas aos dois anos; em tênis, as irmãs Williams “foram concebidas (segundo seu progenitor) para ser campeãs. Estes casos servem de apoio a explicações do comportamento humano superados” e difíceis de entender do ponto de vista da psicologia atual. Em outro trabalho, Dosil (2001) utiliza a famosa frase de Watson sobre o esporte: "quero uma dose de crianças sãs, bem formadas ao meu redor, para educá-las, e garanto que escolhendo aleatoriamente, convertê-las-ia em especialistas, no que eu selecionasse médico, advogado, artista, homem de negócios e, incluso, mendigo e ladrão independentemente de seus talentos, tendências, habilidades, vocações e da raça de seus antepassados, opinando que se torna incongruente referir-se a atletas de elite quando não existem capacidades físicas inatas adequadas ( talento). As correntes que defendem a supremacia do contexto sobre a genética no esporte, talvez, se limitem a algumas modalidades onde a carga genética não é um elemento fundamental e onde se cobra relevância a quantidade e qualidade de horas práticas (maior prática = maior habilidade = maior rendimento). Do ponto de vista da Psicologia, o que verdadeiramente obedece a estas idades, é certa regressão de opiniões, onde parece ser mais importante o ambiente que o próprio indivíduo. Segundo estes critérios, com um ambiente esportivo adequado, desde os primeiros anos de vida, pode-se conseguir muitos mais atletas de elites.
A "Declaração dos direitos dos jovens atletas" tentam erradicar estas situações nas quais se privilegia o rendimento sobre o desenvolvimento do indivíduo, e onde se considera o sujeito passivo na construção de seu conhecimento. Os pais, reforçados pelo êxito que transmitem, como no caso de Tiger Woods ou as irmãs Williams, apóiam este modelo de esporte de rendimento infantil, sem se dar conta que, na realidade, as probabilidades de que este modelo influencie negativamente sua formação, são muito amplas.

A intervenção psicológica na iniciação esportiva consiste, principalmente, na orientação aos treinadores, pais e atletas, com o objetivo de que o esporte seja um elemento educativo que permita o desenvolvimento pessoal e esportivo do indivíduo.

No esporte de base, o que se trata, é proporcionar que as crianças e jovens adquiram estilos de vida adequados, procurando a aceitação das atividades físicas, o que permitirá que os mais qualificados as pratiquem, encaminhando-as à elite, e os menos qualificados, o fazem com fins mais relacionados à saúde (o que não exclui a prática competitiva, a auto-superação ou outros valores relacionados ao esporte).

No esporte de iniciação, há uma distinção chave a fazer, entre esporte escolar e esporte extra-escolar. O primeiro se faz na escola, durante a Educação Física, ou em competições ao longo do final de semana entre escolas; e o extra-escolar se faz depois do horário letivo, fora das instalações da escola. Seja dentro do esporte escolar, ou fora dele, as necessidades físicas, psicológicas, sociais dos atletas devem de ser cuidadas e valorizadas.

Neste sentido, o esporte base constitui-se um contexto ideal para a prática dos psicólogos, porque o jovem está se formando como pessoa e atleta, o qual leva ao desenvolvimento de processos psicológicos. A aplicação da psicologia desde a base, não só aumentaria a quantidade e qualidade dos atletas, bem como ofereceria aos participantes, habilidades psicológicas para utilizar em sua vida cotidiana.

A escassa formação dos responsáveis do esporte de iniciação em aspetos relacionados à Psicologia torna-a uma área pouca "explorada". Os treinadores são as únicas pessoas que trabalham com as crianças na idade de iniciação. A razão mais convincente para explicar esta situação é a falta de recursos econômicos para contratar a outras figuras que completam a lista de profissionais que deveriam contribuir ao desenvolvimento das crianças.

Felizmente, estamos assistindo a incorporação paulatina de "novas" figuras em equipes, não só de categorias profissionais, mas também em categorias inferiores. Desta forma, cada vez com maior freqüência, médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos, psicólogos, colaboram com a iniciação esportiva, o que faz aumentar as probabilidades de se conseguir melhores atletas.

Na iniciação esportiva, é muito importante a análise das pessoas que a integram, como é o caso dos pais, treinadores e atletas. Num trabalho clássico, Smoll (1991) identifica estes três elementos principais no mundo do esporte de base como o "triângulo esportivo". Entre as funções que deverá desenvolver o psicólogo do esporte, uma delas, é a orientação a cada um deles.

1.1 Recomendações aos Pais

A influência que os pais têm sobre o atleta jovem é inegável. Eles são os responsáveis para que seu filho pratique um esporte ou outros são os que levam as crianças aos treinamentos e competições. Por estas razões, a orientação psicológica aos pais é fundamental, durante a iniciação esportiva.

Antes de informar as questões básicas que deverão estar presentes nas indicações, é necessário fazer alguns comentários sobre os tipos de pais (Smoll, 1991).

Pais treinadores: São aqueles que acreditam entender o esporte que pratica seu filho, pelo que sugerem com freqüência aos atletas, contradizendo ao treinador e desorganizando a estrutura interna.

Pais críticos: Aqueles que não ficam satisfeitos com a atuação de seu filho, enfocando a prática esportiva como algo mais seu que do próprio filho.

Pais expressivos demais: Aqueles que não conseguem se conter na torcida, e continuamente manifestam seus pensamentos em voz alta, dirigindo-se a qualquer pessoa do campo de jogo.

Pais com preocupação excessiva: São aqueles que têm excessiva preocupação pelo que possa acontecer a seu filho na prática do esporte.

Pais desinteressados: São aqueles que mostram escasso interesse pela atividade de seus filhos. Não acompanham seus filhos aos treinamentos ou competições, não tem preocupação pelo desenvolvimento de sua atividade esportiva, etcétera.

Na psicologia do esporte, os trabalhos sobre orientação aos pais são cada vez mais abundantes. Gordillo (2000) identifica cinco áreas como fundamentais na orientação aos pais.

Apreender a controlar as próprias emoções e favorecer emoções positivas nos filhos,

Aceitar o papel do treinador,

Aceitar os êxitos e os fracassos: Estar orientados para a motivação,

Dedicação e interesses adequados,

Ser um modelo de autocontrole.

Dosil (2001) especifica algumas condutas chaves antes, durante e depois da competição:

Antes da competição: Oferecer segurança mostrar-se alegre, considerar a competição como uma superação, ver o positivo do esporte.

Competição: Transmitir segurança, animar, reforçar as boas ações e não criticar profundamente os erros.

Depois da competição: Escutar, mostrar emoções adequadas em função do resultado (Alegria ante o êxito e "leve pesar" ante a derrota), estimular o positivo e não insistir excessivamente no negativo.

A relação pais-treinador é outra das tarefas do trabalho psicológico. Tem treinadores que vêem a presença dos pais, nos treinamentos e nas competições, como uma forma de interferir em seu trabalho, o qual cria tensões que poderiam ser evitadas com uma boa comunicação. A orientação fundamental é fazer reuniões com os pais, ao longo da temporada, com o fim de mantê-los informados sobre os objetivos encaminhados para esse ano, e que trabalho vai ser feito para obtenção dos mesmos. Além disto, é conveniente orientar como eles poderão ajudar e motivar a seus filhos em relação á pratica do esporte (por exemplo: imaginemos uma situação onde faria falta este tipo de intervenção: Um pai pergunta a seu filho (o mesmo é zagueiro de um equipe de futebol) "Quantos gols fez no jogo?" O filho pode estar muito contente, pelo fato que seu treinador lhe disse "parabéns" pelo trabalho que fez no campo, porém, ao chegar em casa, o pai lhe diz: "Porque vai jogar se nunca faz gol?". Esta situação influencia, sem dúvida alguma, a motivação do atleta; por isso, o enfoque do treinador deverá ir sempre na mesma linha dos pais).

Em síntese, a principal orientação aos pais é o de se concentrar mais nos aspetos relacionados ao desenvolvimento da atividade (objetivos da realização) e diminuir seu excessivo interesse pelo resultado final da mesma (objetivos de resultado). Quando o filho chega em casa, depois da competição, simplesmente perguntar para ele: "Como foi teu dia?", "Como jogou?", em lugar da pergunta típica: "Você ganhou a competição?". A primeira forma de pergunta valoriza mais o processo que o produto, ao passo que, com o segundo tipo de pergunta, estaríamos obtendo informação direta do resultado e criaríamos um sistema de comunicação com nosso filho, muito mais enriquecido. 

1.2 Recomendações aos Treinadores

No esporte de iniciação, o treinador é a figura principal da equipe, a pessoa mais próxima dos atletas, e o que oferece informação aos pais sobre os treinamentos e competições. As ações e conduta do treinador vão ter uma grande repercussão nas crianças, devido a isso, as mesmas modificarão seu rendimento, sua motivação, seu estado de ânimo, em função do treinador. Por este motivo, torna-se uma pessoa importante na vida da criança, tendo uma grande influência no desenvolvimento social e pessoal da mesma.

Ao longo deste item, falaremos sobre a figura do treinador, mostrando como é difícil e complicado exercer sua função no esporte de base, devido a que nestas idades se fomenta a base dos futuros atletas, assim como das futuras pessoas. Por tal motivo, devemos dirigir a atenção a uma fase importante como é a educativa, abordada em numerosos textos: Durán, 1996; Cruz et al., 1996; Garcés de Los Fayos e García Montalvo, 1997; Dosil, 2000, etcétera..

Segundo Singer (1989), o psicólogo do esporte tem as seguintes tarefas:

 Cientista/ Pesquisador  Contribui na produção de conhecimento;

Docente: transmite conhecimentos;

Intermediário entre técnico e atleta;

Especialista em psicodiagnóstico: mede o potencial do atleta;

Especialista em análise das condições do treino;

Especialista para aperfeiçoar o desempenho;

Conselheiro para solucionar conflitos;

Consultor-especialista em consultoria de programas psicológicos;

Responsável pela saúde e bem-estar dos atletas.

Para poder fazer uma orientação psicológica adequada, é necessário apresentar e compreender previamente a pessoa que vamos trabalhar. São necessárias várias reuniões, nas quais devemos ir conhecendo os pontos fortes e fracos que estão presentes na prática esportiva como treinador. O trabalho do psicólogo do esporte estará centralizado, precisamente, nestes aspetos, reforçando os fortes e tratando de corrigir os fracos. Segundo Dosil (2001), as características ideais de um treinador que trabalha com crianças são as seguintes: ser alegre e bom transmissor de conhecimentos e valores. Desta forma, fará que as crianças participem de forma agradável e motivadora nos diferentes treinos.

O treinador de esporte de base é a pessoa que tem a responsabilidade pela equipe; ele deverá ter conhecimento sobre a preparação global do atleta, que contempla os seguintes aspectos: a) A Preparação Técnica, b) Tática, c) Física, d) Psicológica, e) Teórica e f) outras (alimentação, descanso, educativa).

Normalmente, os treinadores têm uma boa preparação na maioria dos aspectos citados, porém, dispõe de uma adequada formação em área como a psicologia do esporte? No Brasil tem cursos de Educação Física e Psicologia que mantém fora de seu sistema curricular, a disciplina de Psicologia do Esporte, o qual faz com que muitos profissionais, que trabalham hoje na iniciação esportiva, apresentem dificuldade no momento de desenvolver a preparação psicológica de seus atletas.

As próprias crianças e, outras vezes os treinadores, acolhem modelos do esporte de competição, em função que pretendem imitar seus jogadores favoritos.

O treinador é a pessoa responsável para esclarecer quais são os objetivos, e de compreender que os modelos do esporte são diferentes nos atletas infantis em relação aos profissionais. Aliás, no esporte de elite, procura-se oferecer espetáculo, obter a melhor classificação e conseguir benefícios econômicos, enquanto que no esporte de base, o fundamental é que a criança se desenvolva como pessoa, que aprenda a praticar um esporte com alegria, e que saiba ganhar e perder. Transmitir a idéia de que o êxito não vai junto unicamente com a vitória, e o fracasso com as derrotas, será umas das maiores dificuldades que nós encontraremos. O êxito é sinônimo de fazer todo o possível por ganhar, e esforçar-se ao máximo. Um dos aspetos que mencionávamos que apresenta maior dificuldade para os treinadores é a preparação psicológica. Para conseguir melhorá-la, é necessário o treinamento. O psicólogo mostrará para o treinador as técnicas oportunas para cada caso. Esta preparação constante lhe permitirá um melhor controle de si mesmo e um melhor rendimento no esporte (por exemplo: a tensão psíquica excessiva presente no treinador no momento de ver a seu atleta na competição). 

1.3 Aspectos importantes que os treinadores deverão cuidar.

Neste item queremos incluir dez áreas principais que o psicólogo deverá prestar especial atenção, por serem fundamentais para que os treinadores desenvolvam seu trabalho com eficiência.

Motivação: Este componente psicológico é considerado a área mais importante na que o treinador deverá ter especial cuidado. Motivar os jovens, falar-lhe sobre o esporte desde uma perspectiva lúdica, onde o importante é passá-la bem, e apreender, minimizando as revalidardes e os resultados, são tarefas que o treinador tem que enfrentar. Os principais motivos que levam as crianças a praticar esporte, mostram uma visão geral por onde o treinador deverá começar sua intervenção. Os trabalhos sobre a motivação dos jovens concluem que, a maioria deles, tem mais de um motivo para fazer esporte e o que, mas cometam são (Cervelló, 2002): "melhorar as próprias habilidades e aprender outras novas", "divertir-se", "demonstrar habilidades esportivas ao comparar-se com outros", "ficar com os amigos e fazer novas amizades", "a emoção e o sentido próprio do esporte", "ganhar" e "estar em forma". Portanto, o treinador deverá conseguir que os jovens fiquem alegres nos treinamentos e, ao mesmo tempo, apreendam as habilidades
básicas que requerem essa disciplina esportiva. 

Comunicação: O treinador deverá ser um bom comunicador, pelo fato de estar sempre se relacionando com as crianças e pais. Ademais, com sua linguagem verbal, inconscientemente, estão enviando mensagens através de seus gestos, atitudes, olhares (linguagem não verbal), que tem uma grande influência. É necessário um adequado diálogo entre treinadores-jovens e treinador - pais. Este diálogo deve ir mais além do contexto esportivo, conhecendo e se interessando por outras atividades que tenham as crianças (estudo, gostos, relações com seus pais e com seus colegas de equipe, etc.). Pretende-se que, para o treinador, seja mais fácil criar um ambiente de confiança no grupo. Com relação aos pais, uma boa comunicação é a melhor maneira de evitar situações de conflito. Se estes estão informados de como foi planejada a temporada, de quais são os objetivos a obter no ano, haverá menos comentários negativos em relação ao treinador.

Referente Trabalhar com objetivos: Se o psicólogo orienta ao treinador que planeje os objetivos para os treinos, não só se estará conseguindo manter a motivação dos jovens, mas estará educando-os a planejar suas atividades com base nos objetivos. O treinador deverá conhecer que os objetivos serão os suficientemente amplos e gerais, para abarcar aspectos próprios do esporte: físicos, técnicos, psicológicos, e do comportamento: hábitos higiênicos, pontualidade, etc. (Gordillo, 2000).

Aspeto educativo: O treinamento esportivo é um processo pedagógico, por isso é muito importante que nos mesmos haja a participação da Pedagogia. Duram (1996) e Caracuel (1997) lembram como deve ser o esporte educativo:

a) Verdadeiramente importante não é ganhar, mas jogar bem e divertir-se;

b) O adversário não é mais que nosso colega de jogo;

c) Existem regras que deverão ser respeitadas, as quais garantem a convivência.

d) Perder numa competição, não diminui nosso valor como pessoa.

O treinador deve ter presentes estas premissas e procurar passá-las para seus atletas. Com isto, abrirão as portas à vontade pela superação, à consciência de trabalho em equipe, e o respeito pelo adversário.

Modelo de Comportamento: Já comentamos como o treinador é uma pessoa influente na vida dos jovens; ele é alguém a se imitar. Lembremos que a imitação é uma das estratégias mais importantes da qual as crianças se valem quando querem aprender algo. O treinador que quer introduzir uma nova habilidade deverá fazê-la várias vezes, sob diferentes ângulos, em diferentes velocidades, com o objetivo de alcançar sua aquisição. O treinador deve ser congruente com suas ações e comportamento, tanto dentro como fora da quadra de jogo. Desta forma, devemos deixar constância que o mínimo exemplo negativo entre o que se diz e o que se faz, produz no atleta, desconfiança em seu treinador (por exemplo: o treinador não pode pedir aos atletas pontualidade quando é o primeiro que chega tarde aos treinos; ou que não fume quando ele o faz com freqüência).

Liderança: O treinador deve ser o líder da equipe, a pessoa a seguir e confiar. É uma área muito relacionada com a anterior: Dosil (2001) a relaciona não só com a comunicação, mas também com a motivação. Neste sentido, um líder carismático, querido, admirado, motivará os atletas a participar ativamente nos treinamentos e competições. Suas orientações serão bem recebidas e suas críticas serão muito melhor aceitas.

Detecção de talentos esportivos: O treinador, ao longo dos treinos, e competição, observa quais de seus atletas têm melhores capacidades para a modalidade que está praticando, é a etapa escolar e concretamente entre os 8 e os 15 anos, a que permite distinguir os atletas talentosos. Para poder dizer que um jovem é um talento esportivo, Dosil (2001) recolhe uma série de fatores de diferentes investigações: medidas antropométricas, qualidades físicas básicas, capacidade de aprendizagem, predisposição para a aprendizagem e medidas psicológicas. Considera-se um jogador talentoso quando as pontuações obtidas nesta área são elevadas.

Criador de hábitos esportivos: É importante dizer que a função do treinador não deverá reduzir-se à atenção nos talentos. Tanto o mais importante é criar nos atletas menos talentosos hábitos de vida nos que o esporte ocupe um lugar relevante. Os benefícios da prática esportivos moderadas e contínuos, durante o ciclo vital, serão o reflexo de uma melhora da qualidade de vida, melhor longevidade, redução de enfermidades, em definitivo, de numa sociedade melhor desenvolvida.

Trato com os pais: Na área de comunicação, já nos referimos à relação treinadores-pai. É recomendável, no início da temporada, realizar uma reunião com os pais, com a finalidade de reduzir as possíveis tensões que possam aparecer nos treinamentos e competições, oferecendo uma informação clara do que se vai fazer e como podem participar.

1.4 Recomendações ao jovem atleta

O psicólogo do esporte de iniciação tem, entre suas funções prioritárias, a orientação aos atletas. Desde o momento que começa o desenvolvimento de uma atividade, é importante estabelecer atitudes adequadas no esporte, e ir introduzindo, aos jovens, estratégias psicológicas para se enfrentar com êxito, os treinamentos e competições.

Dentre a orientação a jovens atletas, a motivação é uma das variáveis mais importantes: não só é a chave da continuidade na prática esportiva e na prevenção do abandono, mas é fundamental em outros aspectos como: o prazer na prática da atividade que está realizando, participar de forma voluntária (não forçada) nos treinamentos, aprendizagem de novas habilidades de forma mais rápida, etc.

Além do aspecto da motivação, é importante que o atleta adquira hábitos do esporte. Transmitir segurança, motivar, destacar os valores positivos, entre outros, são fatores básicos se queremos que um atleta adquira o esporte como um hábito. O psicólogo deverá agregar estes aspetos como fundamentais no momento de planejar, juntamente com o treinador, a temporada.

Aliás, o objetivo fundamental será a educação integral da pessoa. Desta forma, não só vamos conseguir melhores atletas, como também melhores cidadãos, que terão uma formação mais completa ao longo das diferentes etapas da vida (Dosil, 1999).

A base esportiva deverá constituir o começo de um longo caminho, no qual as destrezas psicológicas terão um papel fundamental. O adequado desenvolvimento do atleta incluirá a melhora de habilidades físicas e psicológicas. Considera-se ideal começar paralelamente a preparação física e psicológica, pelo fato de que o jovem que inicia uma atividade está no momento adequado para incorporar os dois tipos de conhecimento. O treinamento físico-psicológico permitirá que o atleta assimile e enfrente muito melhores os treinamentos e competições. Do ponto de vista da psicologia, é necessário conseguir o domínio de diferentes variáveis (Dosil, 2001):

Atenção-concentração: Nos treinamentos, primeiramente, e nas competições, posteriormente, o jovem tem que aprender a prestar atenção às instruções do treinador, assim como a executá-las, da melhor forma possível, com a concentração adequada para cada uma delas.

Motivação: O treinamento de algumas modalidades esportivas torna-se algo tedioso e sacrificado. Por tal motivo, é importante que o jovem participe da atividade motivada, com vontade de praticá-la.

Ansiedade e stress: Estas variáveis estão facilmente presentes na vida cotidiana das crianças e adolescente. Cada vez mais, aparecem casos de crianças que mostram níveis altos de ansiedade e stress. Oferecer recursos para enfrentar as diferentes situações, esportivas e não esportivas, que originem respostas deste tipo, será algo necessário desde o começo da atividade.

Autoconfiança: Confiar em si mesmo torna-se uma das variáveis mais importantes a serem levadas em conta pelo psicólogo do esporte. Enfrentar os treinamentos e competições com confiança em si mesmo, será garantia de êxito.

Coesão de equipe: Como mencionado anteriormente em outros itens, é importante estabelecer uma relação correta entre as pessoas que fazem parte do contexto esportivo. Uma coesão de equipe adequada aumentará a motivação e a confiança, assim como reduzirá a ansiedade e o stress.

O profissional especializado em psicologia do esporte, para alcançar seu objetivo, deverá realizar uma intervenção direta ou indireta, através do treinador, sobre o atleta (Dosil e Caracuel, em prensa).

Em resumo, a iniciação esportiva é de grande importância no desenvolvimento esportivo de um país. Os jovens são os responsáveis por ir escalando os diferentes passos que levam à elite esportiva e, por este motivo, tornam-se objeto de estudo das ciências do esporte, desde sua iniciação na atividade. Assim, é importante estabelecer um estilo de vida, no que a atividade física e esportiva, ocupe um lugar importante, que permita que qualquer sujeito seja praticante sem ter em conta o grau de habilidade.

O estudo da iniciação esportiva se faz desde o clássico "triângulo esportivo" carimbado por Smoll. (1991). Aliás, consideramos apropriado transformar este "triângulo" e convertê-lo num "pentágono esportivo no que se inclua o dirigente e árbitro/ juiz. A relevância que têm estes coletivos no esporte de iniciação torna-os pilares de grande interesse para o funcionamento adequado da iniciação.

A aplicação da psicologia ao esporte de iniciação é cada vez maior: A presença da figura do psicólogo em equipes que cuidam da base, em escolas esportivas, colégios, etc., permitem garantir um futuro alentador, no qual o atleta não só desenvolve suas destrezas físicas, mas também as psicológicas, o qual ajudará uma melhor construção pessoal (Dosil, 2001).

Finalmente, cabe lembrar sobre o psicólogo do esporte: as equipes/ clubes que dispõem desta figura deveram implantá-la desde a base. É importante que os jovens o conheçam, que valorizem seu trabalho, e que tomem parte de seus esquema, como o fazem o treinador, o preparador físico e o médico-fisioterapeuta. A "normalidade" do papel do psicólogo dentro dos clubes é o que necessita o esporte neste momento.

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ANÁLISE DO ESTRESSE EM ATLETAS DE FUTEBOL PARA AMPUTADOS

DOI: 10.4025/reveducfis.v21i2.8113

R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 21, n. 2, p. 237-244, 2. trim. 2010

ANÁLISE DO ESTRESSE EM ATLETAS DE FUTEBOL PARA AMPUTADOS

ANALYSIS OF STRESS IN AMPUTEES SOCCER PLAYERS

Mário Antônio de Moura Simim* Especialista em Atividades Físicas Esportivas para Pessoas Portadoras de Deficiência – UFJF.

Varley Teoldo da Costa** Doutorando em Ciências do Esporte UFMG. Professor do Departamento de Educação Física do UNI-BH.

Dietmar Martin Samulski** Professor Doutor do Departamento de Esportes da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. *

Renato Melo Ferreira** Doutorando em Ciências do Esporte da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. **

RESUMO

A prática de esporte de alto rendimento por pessoas com deficiência vem aumentando nas últimas décadas, e nesse contexto,

a identificação e a interpretação dos sintomas do estresse podem auxiliar no entendimento da relação estresse-desempenho. O objetivo do estudo foi analisar a percepção de estresse em atletas de futebol para amputados. Compuseram a amostra dezoito atletas de futebol para amputados, do sexo masculino. Utilizou-se uma ficha demográfica e o Teste de Estresse Psíquico para Atletas com Deficiência Física (TEP-DF). Foi realizada uma estatística descritiva e inferencial (Teste de Wilcoxon). A situação que influenciou negativamente a performance dos atletas foi a 12 (falta de preparação psicológica) e a situação com influência mais positiva foi a 40 (estar com a situação financeira estabilizada). Quando se compararam as duas dimensões (psicobiologia e socioambiental), foram encontradas diferenças significativas (p=0,009). Concluiu-se que o estresse no futebol para amputados está relacionado com as perturbações psicovegetativas e com os aspectos estruturais da modalidade.

Palavras-chave: Estresse. Futebol. Amputados.

R. da Educação Física/UEM  Maringá, v. 21, n. 2, p. 237-244, 2. trim. 2010

INTRODUÇÃO

A prática de atividades físicas por pessoas com deficiência possui relatos desde a

antiguidade, porém as atividades competitivas voltadas para esta população são muito recentes (HEATH; FENTEM, 1997). Atualmente, as pessoas com deficiência têm sido inseridas em programas de esportes, tanto em nível recreacional quanto no de alto rendimento.

Observa-se na atualidade a existência de uma diversidade de modalidades esportivas adaptadas, voltadas para os portadores de necessidades especiais. No âmbito dos esportes coletivos destaca-se o futebol para amputados, que, segundo Yazicioglu et al. (2007), faz parte de diversos programas de reabilitação e treinamento esportivo. Essa modalidade é uma variação do futebol convencional da qual podem participar apenas atletas que tenham alguma amputação (membro inferior ou superior). Em muitos países já existem federações de futebol para amputados que promovem campeonatos em níveis locais, nacionais e internacionais.

Para competir, além de condição física, técnica e tática adequada, os atletas portadores de necessidades especiais necessitam de um controle de diversas variáveis psicológicas para alcançarem o sucesso (SAMUSLKI et al., 2004).

Assim, o estudo dessas variáveis nessa população passa a ter uma importância significativa para o processo de treinamento e competição. De acordo com Craft et al. (2003), um aspecto inerente às competições esportivas diz respeito às demandas de competição, ou seja, atingir uma alta performance em situações de pressão. Neste sentido, o estresse competitivo tem sido considerado um dos fatores psicológicos mais determinantes para o desempenho esportivo (STEFANELLO, 2007; BRANDT et al., 2007).

Nesse contexto, os atletas paraolímpicos são freqüentemente submetidos aos mais diversos tipos de pressão competitiva, tendo de superar limites e manter a efetividade e a regularidade do seu desempenho diante de elevados níveis de exigências físicas, técnicas, táticas e psicológicas (SAMULSKI; NOCE, 2002; SAMUSLKI et al., 1996).

Assim, Samulski et al. (2009) destacam que, de uma forma geral, o estresse é o produto da interação do homem com o seu meio ambiente físico e sociocultural. Nesse constructo existem, portanto, fatores pessoais (processos psíquicos e somáticos) e ambientais (ambiente físico e social) que interagem no processo de surgimento e gerenciamento do estresse.

De acordo com Samulski et al. (2009), a concepção de estresse apresenta uma concordância no que se refere à associação do estresse a um estado de desestabilização psicofísica ou à perturbação do equilíbrio entre a pessoa e o meio ambiente. Samulski et al. (2002) destacam que o ponto principal da análise do estresse é o organismo, a personalidade ou o sistema social, podendo-se compreender o conceito de estresse como um produto tridimensional, ou seja, biológico, psicológico e social.

Respaldados pela proposta tridimensional de avaliação do estresse psíquico, estudos vêm buscando contribuir cientificamente para a identificação de fatores estressantes e de estratégias de controle do estresse no esporte.

Samulski e Chagas (1992) analisaram o estresse psíquico em 51 jogadores de futebol de campo das categorias infantil e juvenil. Para isso, os pesquisadores utilizaram o teste de carga psíquica de Frester, sendo apontados como aqueles fatores que mais desequilibram os jogadores de futebol antes e durante a competição, os conflitos interpessoais, as perturbações psicovegetativas (nervosismo, problemas de dormir e debilidade física) e o comportamento prejudicial do juiz.

Já Brandão et al. (2001) realizaram um estudo comparativo entre jogadores profissionais de futebol de dois países sul americanos.

A amostra foi composta por 44 atletas do Brasil e 27 da Colômbia, com média de idade de 20,62 e 22,69 anos respectivamente.

Nesse trabalho, os autores avaliaram a percepção do estresse psíquico sob a perspectiva de dois contextos culturais diferentes. As equipes responderam um questionário sobre a temática, denominado Inventário de Estresse no Futebol, nas cidades de São Paulo e Cali, na versão portuguesa e na espanhola, respectivamente. Os principais fatores causadores de estresse foram: “problemas com o treinador”, “problemas com os companheiros da equipe”, “ser prejudicado pelos árbitros”, “conflitos com os familiares” e “falta de união do grupo”.

Gonçalves (1993) realizou um estudo com jogadores de futebol de campo da categoria júnior, tendo como foco o estresse. Participaram da amostra 57 jogadores na faixa etária entre 17 e 20 anos, pertencentes a equipes que disputavam campeonatos oficiais em nível regional e nacional. O autor verificou que, de forma geral, o grande fator motivador para o grupo foram os “espectadores” e o fator mais estressante foi a sensação de “debilidade física”.

Cabe destacar que o estudo dos fatores estressantes produzidos pelo processo de competição em atletas portadores de deficiência ainda não foi amplamente explorado na literatura. Não obstante, procurando desenvolver um instrumento específico para avaliar o estresse em atletas portadores de deficiência,

Anjos (2005) validou o Teste de Estresse Psíquico para Atletas com Deficiência Física (TEP-DF). Participaram do estudo 130 atletas paraolímpicos. Os resultados indicaram índices de confiabilidade (Alpha Cronbach) de .86 (geral); .72 (dimensão psicobiológica); e .80 (dimensão socioambiental).

Samulski e Noce (2002) investigaram os fatores estressantes em atletas participantes dos Jogos Paraolímpicos de Sydney. Participaram da avaliação 64 atletas de nove modalidades de ambos os gêneros. Os autores identificaram que o fator mais estressante para o grupo foi “dormir mal na noite anterior à competição”. Em Atenas, Samulski et al. (2004) realizaram novamente uma avaliação de 117 atletas paraolímpicos que disputariam os respectivos Jogos Paraolímpicos.

Os resultados indicaram que os fatores de influência negativa foram “a preparação técnica inadequada”, “o condicionamento físico inadequado” e “os materiais esportivos inadequados”.

Em vista disso, o objetivo do presente estudo foi analisar a percepção de estresse em atletas de futebol para amputados.

MÉTODOS

Participaram do estudo, ao todo, dezoito atletas de futebol para amputados, do gênero

masculino, deficientes físicos motores, sem qualquer comprometimento mental ou cognitivo, todos integrantes da seleção mineira que disputou o campeonato brasileiro de futebol para amputados de 2008. Foi adotado como critério de inclusão dos atletas na amostra terem o mínino de seis meses de prática na modalidade, além da condição de haverem participado de pelo menos uma competição em nível nacional.

Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Centro Universitário de Belo Horizonte – UNI-BH, sob o protocolo número 021/2006.

Foram utilizados como instrumentos desta pesquisa uma ficha de dados demográficos e o Teste de Estresse Psíquico para Atletas com Deficiência Física (TEP-DF).

A ficha de dados demográficos objetiva a caracterização da amostra e contém perguntas relacionadas à estratificação do tipo de deficiência dos atletas e sua experiência esportiva.

O Teste de Estresse Psíquico para Atletas com Deficiência Física (TEP-DF) foi elaborado e validado por Anjos (2005), sendo composto por 57 situações que podem exercer uma influência positiva (melhorar) ou negativa (atrapalhar) sobre o rendimento do atleta. As 57 situações são classificadas em duas dimensões: (1) dimensão psicobiológica (26 situações), a qual envolve todas as percepções pessoais e reações manifestadas diante de um fato ou situação vivenciada em uma competição; e (2)  dimensão socioambiental (31 situações), a qual diz respeito às relações sociais entre os indivíduos e as situações do meio esportivo.

Para avaliar cada situação foi utilizada uma escala do tipo Likert de sete valores: (+3) influência muito positiva, (+2) influência positiva, (+1) influência pouco positiva, (0) nenhuma influência, (-1) influência pouco negativa, (-2) influência negativa e (-3) influência muito negativa.

Todos os participantes da amostra foram informados sobre os objetivos e procedimentos da pesquisa. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi assinado antes do início da coleta de dados. Os dados foram coletados antes do treinamento da equipe, em uma sala reservada para essa finalidade. Antes da coleta dos dados, o instrumento foi explicado por um dos pesquisadores a cada atleta individualmente, o que também auxiliou os atletas, durante o processo, em eventuais dúvidas, informando-os de que não haveria limitação de tempo para que fossem respondidas as questões.

Os procedimentos estatísticos foram realizados utilizando-se o software SPSS® for Windows® versão 11.0. Para caracterização da amostra, utilizou-se estatística descritiva,

composta por média, desvio padrão e distribuição de frequência. Para comparar as dimensões entre si foi utilizado o Wilcoxon Signed Ranks Test. De acordo com Vieira (2004), este é o teste não paramétrico mais indicado para a comparação de grupos dependentes com amostragem inferior a 30 indivíduos (n<30).

RESULTADOS

Os resultados serão apresentados seguindo a ordem dos procedimentos metodológicos adotados durante a coleta, com o objetivo didático de facilitar o entendimento da grande quantidade de resultados coletados. Sendo assim, primeiramente serão apresentados os resultados do questionário de caracterização da

amostragem e, logo em seguida, os resultados do TEP-DF, o qual visa avaliar as situações estressantes dos atletas pelas dimensões do instrumento.

Caracterização da amostra

Os resultados dos dados demográficos da amostra estão apresentados na Tabela 1.

Tabela 1 - Dados demográficos da amostra

Variavél

Resultados

 

Escolaridade

1° Grau completo (11,1%)

2° Grau completo (44,4%)

3° Grau incompleto (5,6%)

3° Grau completo (38,9%)

Trabalha atualmente

Sim (77,8%)

Não (22,2%)

Possui patrocínio

Sim (38,9%)

Não (61,1%)

Deficiência

Amputação (88,9%)

Malformação congênita

(Lês Autres) (11,1%)

Observa-se que a média de idade dos participantes do estudo foi de 31,39 (±9,97)

anos, com nível educacional bastante elevado, ou seja, boa parte apresentando o 2° e o 3° graus completos. Somente 38,9% recebem patrocínio como atletas. Além disso, 88,9% dos indivíduos adquiriram a deficiência, ou seja, a amputação aconteceu no período pós-natal.

Em relação aos dados esportivos (Tabela 2), verificou-se que os atletas iniciaram suas práticas e começaram a competir quando ainda jovens. Já em relação ao tempo de prática específica na modalidade futebol para amputados, os atletas apresentaram, em média, 88,44 (±67,89) meses.

Tabela 2 - Informações Esportivas

Variável

MD

DP

Idade de início da prática (anos

17,39

6,11

Idade de início de competição (anos)

23,88

5,78

Volume de treino semanal (dias

3,50

1,62

Duração de cada sessão (minutos

106,67

46,27

Tempo de prática (meses)

88,44

67,89

Análise do estresse psíquico

A Tabela 3 apresenta as situações que influenciam positivamente os atletas. Os itens

mais mencionados foram: 40 - estar com a situação financeira estabilizada (2,28±0,96); 39 - ter bom convívio com companheiros na competição (2,11±0,90); 42 - contar com apoio familiar (2,00±1,28); 50 - ter alcançado bons resultados em competições anteriores (1,83±1,20); e 46 - confiar na própria capacidade técnica (1,78±1,11).

Tabela 3 - Situações que influenciam de forma mais positiva a performance do TEP-DF

 

Situações

MD

DP

 

Estar com a situação financeira estabilizada

2,28

0,96

 

Ter bom convívio com companheiros na competição

2,11

0,90

Influência mais positiva na performance

Contar com o apoio fami

2,00

1,28

 

Ter alcançado bons resultados em competições anteriores

1,83

1,20

 

Confiar na própria capacidade técnica

1,78

1,11

 

De acordo com a Tabela 4, as situações que mais influenciam negativamente os atletas de futebol para amputados são: 12 - falta de preparação psicológica (2,06±1,30); 4 – dormir mal na noite anterior à competição (-1,94±1,47); 49 -dificuldade em se controlar emocionalmente (-1,89±0,83); 43 - lesionar-se pouco antes da competição (-1,78±1,35); e 15 - materiais e equipamentos esportivos inadequados (-1,72±1,53).

Tabela 4 - Situações que influenciam de forma mais negativa a performance do TEP-DF

 

Situações

MD

DP

 

Materiais e equipamentos esportivos inadequados

2,28

0,96

 

Lesionar-se pouco antes da com

2,11

0,90

Influência mais negativa na performance

Dificuldade para se controlar emocionalmente

2,00

1,28

 

Dormir mal na noite anterior à competição

1,83

1,20

 

Falta de preparação psico

1,78

1,11

Em relação às dimensões socioambiental e psicobiológica do instrumento (Tabela 5), verificou-se que as duas foram classificadas como pouco negativas (inferior a -1); porém os aspectos relacionados à dimensão psicobiológica apresentaram influência mais negativa, quando comparada com a dimensão socioambiental (p=0,009).

Tabela 5 - Análise descritiva e comparativa das dimensões do instrumento

Dimensão

MD

DP

Z

Sig * 

Socioambiental

-0,40

0,55

-2,548

0,009*

Psicobiológica

-0,62

0,66

 

 

DISCUSSÃO

O presente estudo teve como objetivo analisar as situações de estresse de atletas de futebol para amputados. Entretanto, cabe inicialmente destacar as informações levantadas acerca dos dados demográficos da amostra.

A média de idade dos participantes é diferenciada da encontrada nos esportes convencionais, pois muitas das deficiências são adquiridas na fase jovem dos indivíduos, sendo que estes iniciam a prática esportiva mais tardiamente.

Não obstante, os resultados corroboram os achados de outros autores (NOCE et al., 2009; PARREIRAS, 2008; ANJOS, 2005), que encontraram uma faixa etária entre 21 e 45 anos em atletas de modalidades paraolímpicas.

Observou-se também que 100% dos participantes apresentam deficiência física adquirida (Tabela 1). Segundo Anjos (2005), o Brasil está entre os países com maior índice de acidentes de trabalho e violência urbana, o que contribui para o aumento de indivíduos com deficiência física adquirida (pós-natal).

O grau de escolaridade ou nível de instrução possui uma relação íntima com a inserção no mercado de trabalho. Espera-se que quanto maior o nível de escolaridade, melhor o posto de trabalho ocupado e, conseqüentemente, melhor a renda familiar. Assim, observa-se pela Tabela 1 que o alto nível de escolaridade fornece uma boa explicação para o fato de quase todos estarem empregados (NOCE et al., 2009).

Cabe destacar que o patrocínio de atletas tem ocupado um espaço cada vez maior nas verbas de publicidade e marketing nas grandes empresas, por meio de leis de incentivo fiscal. Não obstante, os resultados encontrados, também observados na Tabela 1, indicam que uma minoria dos atletas deficientes físicos, no Brasil, recebe patrocínio, o que corrobora os achados de Anjos (2005) e Parreiras (2008).

Muitos dos atletas que começaram a prática esportiva cedo (Tabela 2) relatam que o fizeram em busca da reabilitação, e não pela prática esportiva em si. Já indivíduos que iniciaram a prática esportiva quando eram jovens ou adultos, relatam ter começado a competir logo após a instalação da deficiência (BRAZUMA; CASTRO, 2001; ANJOS, 2005; SAMULSKI; NOCE, 2002).

Especificamente em relação à análise do estresse dos atletas de futebol para amputados, cabe destacar que não foi encontrado nenhum estudo a respeito da modalidade em questão, e poucos trabalhos foram encontrados sobre a avaliação do estresse em atletas portadores de deficiência. Assim, os resultados serão discutidos baseando-se nesses poucos trabalhos realizados com a população supracitada. Brazuma e Castro (2001) afirmam que o empenho na carreira atlética por parte do atleta deficiente físico é tão intenso que toda sua rotina pessoal e profissional acaba girando em torno das metas esportivas. Além disso, os mesmos autores confirmam que muitos dos atletas deficientes físicos trabalham e são independentes financeiramente, ou recebem retornos materiais e sociais por conta do seu rendimento esportivo. Assim, quando há a possibilidade de um investimento mínimo ser efetuado, eles aproveitam a oportunidade para viajar e fazer amigos durante os jogos. Por isso a situação relacionada com a importância financeira (Tabela 3) é considerada uma influência positiva no presente estudo.

De acordo com Anjos (2005), Samulski eT al. (2004) e Loovis (2004), os equipamentos e materiais esportivos inadequados podem comprometer o desempenho do atleta (Tabela 4), principalmente no caso do deficiente físico que não utiliza equipamentos só para a prática esportiva, mas também para se locomover (como, por exemplo, próteses de membros inferiores e muletas). Um acidente que cause uma lesão dias antes da competição fragiliza e desestabiliza o lado psicológico do atleta deficiente físico, o que pode gerar estresse (influência negativa).

De acordo com a Tabela 3, algumas das situações que mais influenciam positivamente o rendimento dos atletas são: ter bom convívio com companheiros na competição, contar com apoio familiar, ter alcançado bons resultados em competições anteriores e confiar na própria capacidade técnica. O fato de o atleta confiar em suas capacidades e ter um bom convívio social com outros atletas leva o portador de deficiência física a desenvolver o senso de responsabilidade, a ajudar os outros competidores a superarem a deficiência e a baixa auto estima (BRAZUMA; CASTRO, 2001).

Para que ocorra um bom convívio social, sentimentos como a autoestima e imagem

corporal devem estar suficientemente desenvolvidos. Além disso, o incentivo dos familiares à prática do futebol para amputados é de grande importância para os atletas no processo de treinamento e competição, aumentando também a autoestima (ANJOS, 2005), e como a autoestima aumenta a confiança, esta pode influenciar positivamente o rendimento esportivo durante uma partida (SAMUSLKI, 2009).

Os atletas atribuíram influência mais negativa aos aspectos psicobiológicos relacionados ao contexto esportivo do que aos aspectos socioambientais (Tabela 5). Uma possível explicação para esse resultado se concentra na teoria básica sobre o estresse.

Nesse contexto, Noce (1999) enfatiza que os conceitos biológicos, psicológicos e sociológicos sobre o estresse devem ser sempre pensados numa dependência recíproca, pois processos psíquicos e sociais são ligados, de uma determinada forma, a processos biológicos.

Assim, esse mesmo autor destaca que os processos sociais, por sua vez, são influenciados por aspectos psicológicos e ambos podem tornar-se grandes influenciadores de respostas biológicas.

Segundo Tubino (2003) e Samulski (2009), a preparação psicológica é tão importante quanto a preparação técnica e tática, pois a sua ausência pode comprometer a capacidade do atleta para responder positivamente aos estímulos psicológicos que surgem no treinamento e na competição. Por isso a preparação psicológica merece o mesmo grau de importância, visto que o rendimento esportivo pode depender do estado psicológico do atleta no momento da competição.

CONCLUSÃO

A conclusão do estudo foi que o estresse no futebol para amputados está relacionado com as perturbações psicovegetativas (falta de preparação psicológica, dificuldade para se controlar emocionalmente, dormir mal na noite anterior, lesionar-se pouco antes competição) e com os aspectos estruturais/materiais (equipamentos esportivos inadequados) da modalidade.

Outro fator importante foi que as dimensões psicobiológica e socioambiental foram consideradas pouco influenciadoras do estresse, demonstrando que atletas praticantes dessa modalidade lidam bem com essas situações.

Entretanto, os aspectos psicobiológicos, relacionados aos fatores condizentes com o rendimento e condicionamento esportivo do atleta ou do adversário numa determinada tarefa, assim como percepções pessoais, alterações emocionais, reações e manifestações diante de um fato ou situação vivenciadas em uma competição, foram identificados com constituintes de uma influência mais negativa do que os aspectos socioambientais.

Além disso, existem fatores que são geradores potenciais de estresse no futebol para amputados, os quais se manifestam em diferentes dimensões e podem afetar o atleta na esfera biopsicossocial, o que sugere um maior esforço por parte das comissões técnicas responsáveis pelas equipes, no sentido de buscarem o conhecimento de estratégias e técnicas de controle de estresse para os atletas suportarem situações críticas durante uma competição.

Sugerem-se novos estudos, longitudinais e transversais, com uma amostra maior, para que a análise do estresse na modalidade futebol para amputados seja mais bem esclarecida.

ANALYSIS OF STRESS IN AMPUTEES SOCCER PLAYERS

ABSTRACT

The sports of high performance available for people with disabilities has increased significantly in recent decades. The identification and the interpretation of symptoms of stress may help in the understanding of the stress/performance relationship. The aim of the present study was to analyze the perception of stress in amputee soccer players. Eighteen male athletes for Amputee Soccer composed the sample. A Demographic questionnaire and Psychological Stress Test for Athletes with Disabilities (TEP-DF) were used, as well as descriptive and inferential statistics (Wilcoxon test). The situation that negatively influenced the performance of the athletes was 12-Lack of psychological preparation and the situation with more positive influences was 40-Being in a stable financial situation. When comparing the two dimensions (Psychobiologic and Environmental), significant differences were found (p = 0.009). It was concluded that the stress in Amputees Soccer is related to the psycho-vegetative disturbances and the structural aspects of the sport.

Keywords: Stress. Soccer. Amputation.

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Endereço para correspondência: Renato Melo Ferreira. Laboratório de Psicologia do Esporte–LAPES, Centro de Excelência Esportiva–CENESP, Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional  –EEFFTO. Av. Presidente Antônio Carlos, 6627, UFMG, Campus Pampulha, CEP 31270- 901,  Belo Horizonte- MG, Brasil. E-mail: renato.

EL TEST DEL SÍNTOMA DE CARGA: (3)

EL TEST DEL SÍNTOMA DE CARGA: (3)

La tabla 11 ofrece una visión general de los resultados del TSC obtenidos con 180 deportistas.

De los resultados de los cálculos matemático-estadísticos se deduce que:

La mayoría de los deportistas vive las 21 condiciones halladas por vía empírica como carga psíquica y freno al rendimiento. La mayor intensidad perturbadora la poseían las condiciones 3, 8, 9, 15 y 18. Mantienen una fuerte relación con la capacidad de carga vegetativa personal y con la situación actual objetiva de los deportistas.

-Queda confirmada la hipótesis de que condiciones iguales son vividas y psíquicamente elaboradas de forma distinta, y quedan en entredicho todas las conjeturas sobre supuestas condiciones «objetivas» de la carga psíquica. Con ello queda subrayada la necesidad de un análisis individual de las condiciones de carga psíquica.

-Este mismo estado de cosas queda confirmado expresamente por la desigual altura de las dispersiones. En caso de una gran dispersión nos hallamos ante un juicio no uniforme del muestreo en la vivencia de la condición. Ello indica que tales condiciones son vividas por una parte de los deportistas como estímulo y por otra parte como freno.

-Entre modalidades deportivas y grupos de disciplinas diferentes, las condiciones de carga son vividas y elaboradas distintamente como carga (cf. GOLLMANN, ROTH, JANKA y WEIHRAUCx, ZILLGITT). Las exigencias y particularidades específicas de la disciplina quedan reflejadas evidentemente en el perfil de carga y subrayan la suposición de que la capacidad de carga psíquica sólo puede manifestarse en una actividad específica concreta.

-Los resultados del TSC dejan entrever una conexión entre la edad de competición y la vivencia de carga de los deportistas. Con creciente edad de competición fue apareciendo una labilización de los deportistas en los factores 2-3 (estabilidad social personal, vegetativa, y de éxito-fracaso). De aquí resultan valiosas referencias para una correcta labor educadora psicológico-pedagógica programada para muchos años.

En el marco del presente aporte, sólo hemos podido referirnos a algunos resultados y posibilidades que resultan de la aplicación de la técnica de cuestionario, según el principio del TSC para un análisis más amplio de la capacidad de carga psíquica. Una ampliación de este principio y la aplicación del método del TSC al aporte podrían, en conexión con otros tests de personalidad, llevar a un enriquecimiento del inventario metodológico para el diagnóstico de la capacidad de carga psíquica

EL TEST DEL SÍNTOMA DE CARGA (2)

EL TEST DEL SÍNTOMA DE CARGA (2)

En las tablas 9 y 10 queda expuesta la forma definitiva del test presentado a los deportistas para que lo cumplimentaran.

2.3 CRITERIOS DE BONDAD ESTADISTICA DEL TEST

Según LIENERT (1967), un buen test ha de cumplir como criterios principales tres requisitos:

1. Ha de ser objetivo.

2. Debe poseer fiabilidad.

3. Ha de tener validez.

Tabla 10 Escala de opinión.

Rango

 

1

No. 1

…entonces me incita a rendimientos extraordinarios

2

No. 2

…entonces mis rendimientos más bien mejoran que empeoran

3

No. 3

…entonces reacciono normalmente con una mejora del rendimiento

4

No. 4

…sólo puedo lograr buenos rendimientos cuando se produce esta situación  

5

No. 5a

 

No. 5b

…entonces la situación no me afecta lo más mínimo.

…esta situación no me incumbe.

8

No. 6

…entonces achaco los más frecuentes fracasos en competición a la influencia de esta situación

6

No. 7

…entonces mis rendimientos sólo sufren una leve mejora por tales condiciones.

9

No. 8

…entonces doy siempre los peores rendimientos.

7

No. 9

…entonces siempre me cuesta lograr todavía un buen rendimiento.

 

Un test es completamente objetivo cuando diferentes examinadores obtienen con las mismas personas de ensayo unos mismos resultados. En nuestro caso se da casi por completo la objetividad de realización, evaluación e interpretación, dado que independientemente del examinador obtuvimos de una persona de ensayo los mismos resultados, que son evaluados según unas directrices de valoración e interpretación uniformes y preestablecidas.

Para el examen de la fiabilidad se empleó el método de repetición del test (fiabilidad re-test). La fiabilidad de este procedimiento fue comprobada con un muestreo entre 70 deportistas en primera prueba, y al cabo de cuatro semanas en segunda prueba (ROTH, 1968). El coeficiente de fiabilidad re-test así obtenido comportaba rtt = 0,88. Con ello queda suficientemente garantizada la fiabilidad estadística del procedimiento.

Otra determinación de la fiabilidad de cada una de las 21 condiciones de la forma definitiva del test fue efectuada mediante un examen de homogeneidad de las condiciones según el test Wilcoxon. También está asegurada la homogeneidad de las condiciones entre la 1.* y la 2.* prueba (Roth, 1968).

Otro criterio de bondad lo constituye su validez. Un test es válido cuando realmente mide aquella característica de la personalidad que ha de medir. En la validación de la mayoría de los tests desempeña un papel predominante la validez referida al criterio. Es definida por la relación entre los valores de punto del test y los valores de punto de los criterios, y por regla general se obtiene por correlación de esos valores. Para el examen de la validez del TSC hemos empleado las siguientes tres formas:

1. Correlación de condiciones aisladas del TSC con el cuestionario de personalidad de Eysenck, según el método de los grupos representativos, donde

n = 25 r tc = 0,57 (ZILLGITT, 19

2. Comparación de los valores del TSC del mismo muestreo que 1, con valores de criterio de evaluadores (3 entrenadores), según el método del procedimiento de valoración colectiva. El coeficiente de correlación obtenido por la tabla de cuatro campos comportó r = 0,56 (ZILLGITT, 1967).

A pesar de que los coeficientes de correlación están suficientemente garantizados estadísticamente, el muestreo fue demasiado reducido como para poder pretender una validación completa del TSC. Debido a ello todavía hacen falta otras pruebas de validación, que se están efectuando actualmente en nuestro Instituto.

3. Mientras que en la validez referida al criterio queda relegada por completo la importancia psicológica del resultado de un test (LIENERT, 1967), el análisis psicológico del test es precisamente la meta de la validación de construcción. Puede calificarse de validación de construcción una contemplación analítica de factores de los resultados del TSC de unos 200 deportistas (MÜLLER, 1969). Según ello, podrían extraerse tres factores, que pueden describirse de la siguiente forma:

Primer factor: caracteriza la estabilidad psíquica de los deportistas frente a condiciones objetivas de situación:

- aplazamientos de competiciones;

- imprevistos buenos rendimientos de los contrincantes;

- superioridad desproporcionada de los contrarios;

- instalaciones deportivas incómodas;

- estímulos perturbadores de naturaleza acústica, óptica o táctil;

- desplazamientos largos; - espectadores.

Segundo factor: caracteriza la estabilidad social personal:

        �� papel de favorito;

        �� aspiraciones de rendimiento demasiado altas;

        �� discordancias con el entrenador, compañeros de equipo o en la familia;

        �� reproches durante la lucha;

        �� ser perjudicado por el juez;

       �� contrincantes desconocidos. Tercer factor: caracteriza esencialmente la estabilidad vegetativa y de éxito-derrota de los deportistas:

       �� acciones malogradas al principio;

       �� excesivo nerviosismo;

       �� dificultades en conciliar y mantener el sueño;

       �� derrotas anteriores;

       �� sensación de debilidad física;

       �� débiles rendimientos en los entrenamientos previos;

       �� haber perdido ya alguna vez ante el contrincante.

La evaluación de los resultados del TSC se ef La evaluación de los resultados del TSC se efectuó a través de un análisis de las condiciones individuales y de un cálculo de la cifra absoluta de puntos en cada uno de los factores.

Ejemplo:

En la condición 1 («acciones malogradas al principio»), un deportista se coloca en el puesto 8 de la escala. Entonces sabemos que, producida esta situación, por regla general existirá una fuerte perturbación en el rendimiento de este deportista, de donde podremos deducir las correspondientes medidas de carácter psicológico-pedagógico y de metodología del entrenamiento.

En cambio, si nos interesa la cualidad psicofísica «estabilidad vegetativa y de éxito-fracaso», entonces buscamos la suma de todos los puntos que en el factor 3 alcanzan 7 condiciones. Si un deportista alcanza más de 40 puntos, podremos deducir que existe una fuerte disposición a la perturbación en este ámbito. En caso de alta intensidad perturbadora puede alcanzarse un máximo de 9 puntos por condición (por existir 9 lugares de rango).

3. Resultados de las primeras investigaciones

Hasta el momento, el TSC ha sido ensayado con más de 200 deportistas y ha probado su eficacia en relación con otros tests para el registro de la capacidad de carga psíquica (ENR, MPI, Pauli).

EL TEST DEL SÍNTOMA DE CARGA de, Frester

EL TEST DEL SÍNTOMA DE CARGA de, Frester

EL TEST DEL SÍNTOMA DE CARGA: UN PROCEDIMIENTO PARA EL ANÁLISIS DE LA ELABORACIÓN DE CONDICIONES DE CARGA PSIQUICA EN LOS DEPORTISTAS (R. Frester)

El Test de Síntoma de Carga, de R. Frester lo colocamos en el año 2005 en la Web de Psicodeporte.net. Esta Web no se encuentra en servicios.

Amigos que visitan la Bitácora han solicitado la posibilidad de conocer el test.

El test ha pesar de su elaboración y publicación en 1975 en la obra de P. Kunath y colaboradores "Aportes a la Psicología Deportiva" de la Editorial Orbe. La Habana, es una herramienta útil para evaluar la subjetividad del deportista en su interrelación con las condiciones de la competencia.

Vuelve, hoy a estar dispuestos para aquellos a quienes puede resultar útil.

El Test de Síntoma de Carga, de R. Frester lo colocamos en el año 2005 en la Web de Psicodeporte.net. Esta Web no se encuentra en servicios.

Amigos que visitan la Bitácora han solicitado la posibilidad de conocer el test.

El test ha pesar de su elaboración y publicación en 1975 en la obra de P. Kunath y colaboradores "Aportes a la Psicología Deportiva" de la Editorial Orbe. La Habana, es una herramienta útil para evaluar la subjetividad del deportista en su interrelación con las condiciones de la competencia.

Vuelve, hoy a estar dispuestos para aquellos a quienes puede resultar útil.

 

Tomado del libro Aportes a la Psicología Deportiva, de Paul Kunath y colaboradores. Editorial Orbe, La Habana, 1976.

1. Vivencia y elaboración de carga, como requisitos para el análisis de la capacidad de carga psíquica en los deportistas

Durante el entrenamiento y la competición el deportista se ve confrontado con un espectro de exigencias, tanto de condicionamientos e influencias externas, como internas, que puede evaluar en su diversidad y complejidad en cuanto al contenido, la duración y la intensidad del efecto sobre el rendimiento deportivo y su variabilidad, y que también puede vivir a modo de impulso o de carga psíquicos. Nosotros partimos de que no pueden existir condicionamientos «objetivos» de la carga psíquica. Lo decisivo es el reflejo y la elaboración internos de los condicionamientos, que a su vez dependen de la constelación psíquica y la estabilidad internas de cada deportista. Así, por ejemplo, ante unas acciones no logradas al principio de una competición, el deportista puede resignarse y vivir esta situación a modo de poderosa inhibición del rendimiento. Otro deportista, en cambio, puede vivir esta misma situación a modo de estímulo para el rendimiento, logrando así superarse notablemente a causa de tal condicionamiento.

Así pues, unas particularidades disposicionales y el estado actual del sistema personal forman la base para el modo de la vivencia (estímulo-inhibición) y de la elaboración de diferentes influencias endógenas y exógenas.

Son, con ello, expresión de la capacidad de carga psíquica de los deportistas. Puesto que la competición es, para nosotros, el principal campo de prueba del deportista, por tener que ser el rendimiento en competición el punto de referencia de cualquier investigación psicológico-deportiva transformadora, nos interesan, ante todo, aquellas condiciones que la mayoría de los deportistas viven como carga y que inhiben el rendimiento en competición. Para el registro de las condiciones que por la mayoría de los deportistas -en el sentido de una norma estadística de grupo son vividas como una carga, utilizamos la técnica del cuestionario. En conexión con otros tests (ENR, Brengelmann, Eysenck, MPI y otros) intentamos obtener con ello acceso a la capacidad de carga psíquica, referida a las exigencias específicas de la competición, y sobre la base de la auto observación (test de cuestionario con escala).

La literatura psicológica especializada ofrece gran cantidad de conocimientos obtenidos sobre la técnica de escalas (CLAUSS, 1968). Este método -conocido desde hace varias décadas en la psicología- goza últimamente de una creciente popularidad entre los psicólogos, pedagogos, sociólogos y otros estudiosos sociales de nuestra república.

La técnica de escalas también ha penetrado en los últimos años en la investigación psicológico-deportiva, con el fin de representar los resultados de las observaciones en forma numérica (medición de actitudes y estados físicos, observación de comportamientos en situaciones de rendimiento). No conocemos ninguna aplicación de la técnica de escalas en el análisis de la capacidad de carga psíquica de deportistas. Hasta ahora, las circunstancias de la capacidad de carga en los deportistas sólo eran accesibles a una descripción cualitativa.

Nosotros registramos cuantitativamente las condiciones de carga y sus posibilidades de elaboración mediante la auto observación de los deportistas, pero no el comportamiento real de rendimiento individual bajo tales condiciones de carga. La aclaración de las relaciones existentes entre la vivencia y la elaboración subjetiva de condiciones de carga y el comportamiento real en situaciones de rendimiento deportivo debería ser tarea de posteriores investigaciones de la psicología del deporte.

2. Estructuración del test de síntomas de carga. (TSC)

2.1. ANÁLISIS DE LAS CONDICIONES VIVIDAS COMO CARGA

Entre un conjunto de 300 deportistas pertenecientes a 12 disciplinas (modalidades deportivas de equipo, de competición, de disciplinas técnicas), fueron registradas -según un cuestionario prefijado- todas las influencias y condiciones vividas como experiencia de competición y como inhibiciones del rendimiento de competición.

El material así obtenido lo ordenamos de acuerdo con la frecuencia del nombramiento de condiciones de carga iguales. Las más de 3 000 condiciones de carga citadas por los deportistas pudieron reducirse, por la frecuencia, en unas 30 condiciones de carga que son nombradas una y otra vez con frecuencia desigual.

Es de suponer que las condiciones que ocupan los primeros puestos de la escala son, también, las de mayor intensidad de interferencia. Esta hipótesis se consolida gracias a unas investigaciones de comparación de pares (LIENERT, 1967) en 50 deportistas. Se trataba de que 50 deportistas compararan 30 condiciones de carga, todas con todas, y que llegaran a un juicio estimativo para saber qué condición de un par provoca por regla general cargas más fuertes. Los resultados de la comparación de pares y la sucesión de rangos según la frecuencia con que se nombran las condiciones, dan con r = 0,95 una correlación extraordinariamente alta (correlación de rango).

En la figura 1 está representada la distribución de las condiciones según la frecuencia con que se nombran.

Dado que las condiciones que ocupan los últimos puestos de la escala de rangos sufren una sensible disminución de valor frente a las que ocupan los primeros puestos, sólo seleccionamos 21 síntomas para la forma previa del test

        1. Acciones malogradas al principio.

        2. Flojos rendimientos de los entrenamientos y competiciones previos.

        3. Discordancias con el entrenador, con compañeros de equipo, en la profesión o en la familia.

        4. Sensación de debilidad física (mal estado de competición).

        5. Ser perjudicado por los jueces.

        6. Aplazamiento de la competición.

        7. Papel de favorito.

        8. Reproches durante la lucha.

        9. Excesivo nerviosismo.

        10. Dificultades en conciliar y mantener el sueño algunos días y un día antes de la lucha.

        11. Instalaciones de competición incómodas.

        12. Derrotas inmediatamente anteriores.

        13. Manifiesta superioridad del contrario.

        14. Inesperados rendimientos buenos del contrario.

        15. Contrincantes desconocidos.

        16. Aspiraciones de rendimiento excesivamente altas.

        17. Viajes demasiado largos hasta el lugar de la competición.

        18. Pensar continuamente en el cumplimiento de las metas fijadas.

        19. Estímulos de perturbación de naturaleza óptica, acústica o táctil.

        20. Haber perdido ya una vez ante los contrincantes.

        21. Espectadores.

2.2. DESARROLLO DE UNA ESCALA DE INTERVALOS PARA EL REGISTRO DE LA INTENSIDAD DE PERTURBACIÓN Y ESTIMULACIÓN DE CONDICIONES SELECCIONADAS

Para la estructuración de un procedimiento (test de cuestionario), para el registro de condiciones de carga y de su elaboración por el deportista, no sólo interesaba saber qué condiciones eran vividas como carga por parte de la mayoría de los deportistas, sino al mismo tiempo con qué-intensidad tales condiciones actúan de freno o estímulo del rendimiento. El interés está, por lo tanto, en la dinámica de la elaboración de la carga.

Para poder representar la dinámica de la elaboración de la carga era preciso obtener una escala de intensidad, con ayuda de la cual pudiéramos conocer el grado de la intensidad de estímulo o perturbación, y registrarlo cuantitativamente.

A este fin desarrollamos una escala de intensidad de 9 niveles, con las dimensiones existentes entre inhibición e impulso. Los lugares de la escala están caracterizados por opiniones contrastadas con 40 personas. El proceso de contrastación y la selección de las opiniones para la forma definitiva del test abarcaban los siguientes pasos de trabajo:

1. Formulación de las opiniones para la prueba de marcación. Se formularon 3 opiniones para cada lugar de la escala.

2. Realización del contraste de 40 personas de prueba (deportistas y alumnos de la Escuela Superior de Educación Física).

3. Cálculo de los valores medios y las dispersiones de cada opinión para la obtención del más favorable emplazamiento dentro de la escala.

4. Selección de las opiniones con las más favorables distancias de separación de valor medio y la menor dispersión para la forma definitiva del test.

Las opiniones de los puestos 1 a 4 de la escala caracterizan la intensidad del impulso, el puesto número 5 marca el centro de la escala -ni impulso ni inhibición-, y las opiniones que ocupan los lugares 6 a 9 de la escala expresan el grado de la intensidad de perturbación. Para la correcta valoración de los resultados del test debe tenerse en cuenta la clasificación de los deportistas en el puesto 5 de la escala. Hemos subdividido este puesto en 5 a y 5 b. Debe marcarse el puesto 5 a cuando la condición en cuestión ya se ha producido varias veces, pero sin afectar en lo más mínimo al deportista; y debe marcarse 5 b cuando la citada condición no se ha producido nunca en competición. Por tanto, no es aplicable al deportista.

De esta forma, los deportistas se ven enfrentados a la alternativa de tener que decidirse -en cada una de las 21 condiciones prefijadas- por el lugar que a él le corresponde en la escala.

MEDICC Review abril 2011

Ahora en línea - El número de Abril 2011

El VIH/SIDA en Cuba

TEMAS: 

Adherencia de los pacientes cubanos a la terapia con antirretrovirales

Resistencia a drogas antirretrovirales en niños cubanos con VIH

El Proyecto Memorias en Cuba

Red Nacional de Laboratorios para la Detección del VIH

Resultados del Programa Nacional de Prevención y Control del VIH/SIDA

La hepatitis B oculta en pacientes con VIH 

Entrevista al Dr. Jorge Pérez

Y más...

Table of Contents April 2011, Vol 13, No 2

Editorial

Global Complacency in the Face of HIV/AIDS: The Worst Infection

Policy & Practice

Cuba’s National HIV/AIDS Program

Conner Gorry MA

HIV Detection in Cuba: Role and Results of the National Laboratory Network

Héctor M. Díaz MD MS PhD, et al.

Interview

The Human Dimension of AIDS in Cuba:

Jorge Pérez MD MS, Pedro Kourí Tropical Medicine Institute Gail Reed MS

Original Research

Antiretroviral Therapy Adherence in Persons with HIV/AIDS in Cuba

Carlos Aragonés BEng MS, et al.

Drug-resistant HIV-1 in Cuban Children and their Seropositive Mothers

Lissette Pérez MS PhD, et al.

Occult Hepatitis B in Cuban HIV Patients

Marité Bello MS, et al

Abstracts

Cuban Research in Current International Journals

Lessons from the Field

Raising HIV/AIDS Awareness through Cuba’s Memorias Project

Carlos Aragonés BEng MS, et al.

Reprint

Prevalence of Febrile Syndromes in Dengue Surveillance, Havana City, 2007

Otto Peláez MD, et al.

Revista Cubana de Higiene y Epidemiología

Viewpoint

Ergo-Anthropometrics: Joining Fit to Fat to Predict Cardiovascular Risk

Alberto Morales MD MPH

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MEDICC Review: International Journal of Cuban Health & Medicine

 (ISSN 1527-3172, on-line), es una revista trimestral publicada en idioma inglés por MEDICC (Medical Education Cooperation with Cuba), organización norteamericana