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ESTADOS PSÍQUICOS DESFAVORÁVEIS NA ARBITRAGEM

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OS ESTADOS PSÍQUICOS DESFAVORÁVEIS NA ARBITRAGEM DE FUTEBOL DO ESTADO DE RONDÔNIA DURANTE O DESENVOLVIMENTO DE SUAS FUNÇÕES.

Autores: Jurandir Lico de Camargo

                Mauro de Almeida Branco

               Co autor: Valdeci Ambrózio do Nascimento

Instituição: Universidade Federal de Rondônia-Brasil

Resumo

Esta pesquisa objetivou conhecer os aspectos psíquicos desfavoráveis na arbitragem de futebol do Estado de Rondônia durante o desenvolvimento de suas funções. Caracteriza-se em uma pesquisa de campo do tipo descritiva qualitativa. Para coletar os dados foi aplicado um questionário com 09 nove questões fechadas, denominado Inventário de Ansiedade Estado Competitiva, validado por (Robert S. Weinberg &. Daniel Gould,(2001 apud Cardenas,2007). Os resultados apontaram que dos árbitros entrevistados, 75% apresentaram predomínio de estado emocional ótimo, 25% predomínio do estado emocional apático, quanto ao estado febril não houve resultados expressivos, sendo utilizado como critério de análise, acima de 50 % dos itens mencionados para cada critério.    

                   Palavras-chave: Futebol, arbitragem, aspectos psíquicos desfavoráveis.

Abstract

This research objectified to know the favorable psychic aspects in the arbitration of soccer of the State of Rondônia during the development of its functions. It is characterized in a research of field of the qualitative descriptive type. To collect the pertinent data to this research, a questionnaire with 09 (nine) closed questions was applied, (Robert S. Weinberg &. Daniel Gould,(2001 apud Cardenas,2007). The results had pointed that of the interviewed arbitrators, 75% had presented predominance of excellent emotional state, 25% predominance of the apathetic emotional state, how much to the feverish state it had not resulted expressive, being used as analysis criterion, above of 50% of itens mentioned for each criterion

Key-Word: Favorable soccer, arbitration, psychic aspects.

Introdução

 Com o passar dos anos o futebol foi se tornando um esporte altamente competitivo, para tanto foi se fazendo necessário muitos investimentos em estrutura, e pessoas altamente qualificadas para atender a demanda de um esporte que a cada dia requer o que a de melhor em tecnologia e conhecimento na área da medicina esportiva, psicologia do esporte, fisiologistas, fisioterapeutas, e profissionais da área de educação física, enfim, um emaranhado de pessoas para atender a um clube ou uma seleção.

Mas isto já estava mais que previsto, dado que este esporte gera milhões para os clubes e para todos que estão envolvidos direto ou indiretamente para com os mesmos seja através da venda de jogadores, publicidade, dinheiro arrecadado nas partidas, ou seja, circula-se muito dinheiro, o que faz com que muitos clubes tenham em sua estrutura todo o tipo de aparato tecnológico, e especialista de diversas áreas da medicina esportiva possibilitando aos jogadores, técnicos auxiliares e todo o pessoal que faz parte desta equipe estar em gozo perfeito de sua saúde, podendo desempenhar de forma mais que satisfatório o seu trabalho em campo.

Contudo durante essa evolução se esqueceram que tem um personagem muito importante que faz parte deste espetáculo e que não pode ser visto como algo a parte, pois pode comprometer e muito o desempenho destas equipes em campo, que são "OS ÁRBITROS" figuras centrais em todo esporte de auto-rendimento, mas como estamos falando de futebol, enquanto os times se organizavam para proporcionar aos seus jogadores uma saúde mais perfeita possível em seus aspectos, físicos, afetivos, psíquicos e sociais, as entidades responsáveis pela arbitragem, não investiram no intuito de proporcionar aos árbitros e árbitros assistentes uma melhor estrutura no campo da medicina esportiva, pois os mesmos não tem suporte proporcionado pelas federações, e algo que pode afetar e muito o seu desempenho em campo é o fator psicológico, como será que estes, muitas das vezes pais de família, detentor de uma condição econômica baixa, viajando horas de uma cidade para outra para atender a uma demanda de um jogo de futebol, estaria apto emocionalmente para desempenhar as suas funções sem interferências internas ou externas, seja de caráter psicológico, ou, fatores como torcida, técnicos, mídia.

Até que ponto nossos árbitros estariam preparados psicologicamente para tolerar estas pressões e desenvolver de forma o mais profissional possível a sua função. Sendo assim este estudo visa analisar quais os estados psíquicos desfavoráveis na arbitragem de futebol do Estado de Rondônia, e quais técnicas se poderiam recomendar para que os estados que não estiverem compatíveis com as necessidades das funções não se torne fator de risco para o desempenho do mesmo em sua atuação.

Esta pesquisa foi de campo do tipo descritiva qualitativa. A população analisada foi composta por Árbitros e Árbitros Assistentes de futebol do município de Vilhena e Pimenta Bueno, Cacoal, Ji-Paraná, Jarú, e Porto Velho, que participaram do Campeonato Estadual de Futebol, promovido pela Federação de Futebol do Estado de Rondônia (FFER) no ano de 2007, com idade a partir de 20 anos.

A amostra foi constituída de 20 árbitros e árbitros assistentes devidamente regularizados na Federação de Futebol do Estado de Rondônia. Para coletar os dados foi aplicado um questionário com 09 nove questões fechadas, denominado Inventário de Ansiedade Estado Competitiva-, validado por (Robert S. Weinberg & Daniel Gould,(2001 apud Cardenas,2007), possibilitando aos entrevistados serem bastante precisos em suas respostas. Em relação a estados psíquicos  Eberspächer (1995) destaca duas direções de ativação:

Relaxamento: quando o atleta encontra-se muito alterado e nervoso, caracterizando assim um estado febril.

Mobilização: Quando o atleta encontra-se indiferente, compreendendo assim um estado apático.

Diante do esboço citado o mesmo apresenta as seguintes técnicas de mobilização para converter um estado febril em ótimo:

a) Mover-se lentamente ou não fazer movimento algum, concentrar-se na respiração.

b) Buscar um lugar tranqüilo.

c) Relaxar-se, induzir uma sensação agradável por meio da autoverbalização.

Já no fato de o árbitro ou árbitro assistente apresentar um estado apático recomenda-se as seguintes manobras;

•a)  Mexer-se rápido.

•b)  Concentrar-se na respiração.

•c)   Buscar um entorno excitante cheio de estímulos, por exemplo, músicas rápidas.

•d)  Usar a auto-verbalização para a ação.

No entanto estas são técnicas de pré-competição, a qual deve ser usada minutos antes da competição.

 Resultados

Dos árbitros entrevistados, 75% apresentaram predomínio de estado emocional ótimo, 25% predomínio do estado emocional apático, quanto ao estado febril não houve resultados expressivos, sendo utilizado como critério de análise, acima de 50 % dos itens  mencionados para cada critério.

Para os estados ótimos não há necessidade de se usar técnicas que melhorem o seu desempenho, pois estão em um estado que do ponto de vista psicológico, os árbitros e árbitros assistentes não serão afetados em seu desempenho em campo, mas vale a pena ressaltar que em alguns casos os resultados convergem para uma melhor análise dos mesmos, pois  alguns entrevistados como por exemplo o pesquisado nº 1 apresentou um estado de apatia de pré-competição, e 1 item no estado febril fazendo-se necessário manobras de ativação para contornar este estado desfavorável ao esporte. Outros, no entanto, mesmo tendo uma predominância apática apresentaram um item no estado febril que apesar de não ser significativo no momento pode vir futuramente a modificar o seu quadro psicológico fazendo com que um estado com predominância apática possa vir para um estado febril, e não para um estado ótimo que é o desejado, portanto, para que isso não venha a se concretizar é de suma importância que ao desenvolver as manobras de ativação se faça um trabalho com algumas manobras de relaxamento mantendo o equilíbrio psicológico, e trazendo o mesmo para um estado ótimo

Segundo Eberspächer (1995) apresenta-nos técnicas de ativação que podem converter este estado de apatia em um estado emocional ótimo dentre estas se podem recomendar:

Mexer muito rápido.

Concentração na inspiração.

Buscar um entorno excitante cheio de estímulos, tipo músicas rápidas.

Usar a autoverbalização para a ação.

Com essas técnicas os árbitros e árbitros assistentes poderão antes da competição ativar o seu estado emocional contribuindo para um bom desempenho em campo no que diz respeito ao aspecto psicológico.

Conclusão

Através da análise do inventario de (Robert S. Weinberg & Daniel Gould 2001), pode-se constatar que o quadro de árbitros da federação do estado de Rondônia encontra-se em um estado emocional ótimo no que diz respeito ao aspecto psicológico, mas alguns entrevistados, em sua minoria apresentaram um estado emocional apáticos, e outros apesar de se enquadrarem em um estado ótimo, em suas respostas apresentaram alguns critérios no estado febril ou apático, o que nos leva a responder a um dos objetivos específicos que além de fazer uma análise do quadro emocional de árbitros do Estado de Rondônia apresentar também técnicas, ou manobras para ajudar a melhorar este estado emocional se houvesse essa necessidade.

Para tanto faz-se necessário algumas técnicas de ativação ou de mobilização que segundo Eberspacher (1995), podem vir a melhorar este estado emocional e nos casos em que apesar de uma predominância ótima houve algumas respostas em critérios que podem vir a converter este estado em apático ou febril, estas técnicas os converteram em critérios ditos como ótimo evitando assim que um estado ótimo se converta em um estado febril ou apático.

Faz-se, portanto, necessário um trabalho a longo prazo, desde acompanhamento técnico, e específicos, antes, durante e após as competições   recomendando assim, a  Federação do Estado de Rondônia (FFER) juntamente com as suas entidades filiadas, Ligas e Associações que venham a elaborar projetos ou convênios com profissionais da área da psicologia, psicologia do esporte e profissionais de educação física, para que os mesmos possam fazer um acompanhamento dos estados psíquicos desfavoráveis dos árbitros e árbitros assistentes proporcionando-os assim pleno gozo de sua saúde psicológica podendo desempenhar suas funções da melhor forma possível.

É sábio também salientar que esta é uma pesquisa inédita no Estado de Rondônia, e que, no entanto, não resolverá todos os problemas pertinentes a este tema, sendo interessantes novas pesquisas voltadas para esta temática.

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09/07/2008 19:22 ucha #. sin tema

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