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A imagem corporal

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A imagem corporal e o % de gordura das praticantes e não praticantes de ginástica de academia dos municípios de Pimenta Bueno e Cacoal.

AUTOR: Alessandra Vidigal (aluna do Curso de Pós-graduação Lato-Sensu Ciência do Movimento Humano)

CO-AUTORES: Prof. Esp. Joéliton Elias Pereira

Eliel Soares

Instituição: Faculdade de Educação e Meio Ambiente (FAEMA)-Brasil

Resumo

O objetivo do presente estudo foi analisar a imagem corporal e o % de gordura das praticantes e não praticantes de ginástica de academia dos municípios de Pimenta Bueno e Cacoal. Participaram do estudo 114 mulheres: sendo 57 praticantes e 57 não praticantes de ginástica. Para avaliar a imagem corporal utilizou-se o Body Shape Questionnaire (BSQ) e o % de gordura utilizou-se o protocolo de Petroski (1995). Na análise dos dados pode-se observar que o % de gordura do grupo das praticantes encontrou-se na normalidade e as não praticantes encontrou-se fora da normalidade de acordo com o protocolo citado e também que ambos os grupos encontrou-se satisfeitas com sua forma e aparência física.

Palavras-chave: imagem corporal, percentual de gordura.

Introdução

A Imagem Corporal é a figura de nosso corpo que formamos em nossa mente, ou seja, o modo pelo qual o corpo se apresenta para nós mesmos ou como o vivenciamos (CORDAS, Castilho, 1994).

O corpo concretiza a existência do indivíduo. A partir dele, percebe-se, é percebido e interage-se com o mundo que o cerca. Pode-se dizer que a identidade humana é inseparável de seu substrato somático. O modo como às pessoas existem nesse substrato acaba por determinar sua forma de existir no mundo. Fronteira entre o eu e o mundo, o corpo é linguagem e comunicação (FERNANDES, 2007 apud CASTILHO, 2001).

A insatisfação com o corpo tem sido freqüentemente associada à discrepância entre a percepção e o desejo relativo a um tamanho e a uma forma corporal (ALMEIDA et al., 2005). Embora constitua objeto complexo para investigações, existem evidências de que a mídia tem influência sobre os distúrbios na esfera da alimentação e da imagem corporal, pois ao mesmo tempo em que exige corpos perfeitos, estimula práticas alimentares não saudáveis.

Em conseqüências disso, várias técnicas têm sido ampliadas e aperfeiçoadas para estimar a gordura corporal, a massa óssea e a muscular.

A gordura corporal, segundo Katch & McArdle (1996), pode ser classificada no organismo humano sob duas formas. Primeiro: "gordura essencial", que consiste na gordura armazenada internamente nos principais órgãos, intestinos, músculos e nos tecidos ricos em lipídeos localizados no sistema nervoso central, sendo esta indispensável para o funcionamento fisiológico regular do organismo. Segundo: "gordura armazenada", a qual consiste na gordura estocada no tecido adiposo, internamente cobrindo vários órgãos e em excesso na camada de gordura subcutânea.

Um dos métodos mais empregado para determinar o percentual de gordura de uma pessoa é realizado através de medidas de dobras cutâneas (NAHAS, 2001).

O presente estudo é uma pesquisa descritiva, que tem como objetivo analisar a imagem corporal e o % de gordura das praticantes e não praticantes de ginástica de academia. Devido às patologias que estão surgindo decorrentes dos padrões de beleza impostos pela sociedade, o mesmo pretende evidenciar a importância da prática de exercícios físicos na vida das pessoas na pesquisa e também de conscientizar a população estudada quanto aos benefícios dos mesmos a saúde.

Resultados

Para as temáticas estudadas de acordo com os grupos analisados, pode-se perceber que os grupos das praticantes apesar de estarem satisfeitas com sua imagem corporal, estão próximas da insatisfação leve. Já o grupo das não praticantes não houve ainda o despertar para forma física em relação a imagem de cada uma o que leva a crer que estão satisfeitas ou não se importa com a imagem corporal individual.

Em relação ao percentual de gordura as praticantes apresentaram um % de gordura dentro da normalidade e o grupo das não praticantes apresentou um percentual acima da normalidade de acordo com o protocolo utilizado na pesquisa.

Conclusão

No entanto, com a realização deste estudo identificou-se que ambos os grupos encontra-se satisfeitas com sua imagem corporal, não tendo nenhuma distorção de sua forma física e aparência, mas o grupo das praticantes apresentou uma proximidade de obter uma insatisfação leve, o que leva acreditar a procura delas as academias de ginástica, onde estão preocupadas com sua forma e aparência corporal, já em relação ao grupo das não praticantes acredita-se que elas não procuram as academias por falta de tempo e se sentirem bem de acordo com relatos das mesmas.

No caso dos resultados dos percentuais de gordura o grupo das praticantes encontra-se dentro dos padrões imposto pelo protocolo, isso significa que elas estão procurando melhorar cada vez mais com a prática de exercícios físicos, os quais são benéficos e melhora a sua auto - imagem corporal. Enquanto as não praticantes estão acima da normalidade evidenciando assim uma vida sedentária.

Observou-se que para melhorar os resultados obtidos precisa-se que as praticantes continuem desenvolvendo atividades que venham contribuir para a melhora da qualidade de vida em busca de uma promoção para a saúde e não se preocupando com uma imagem corporal proposta pela sociedade como padrão de beleza e sim consigo mesma. E levar as não praticantes a buscar a saúde através da prática constante de exercício físico e conscientizar da importância do mesmo, pois hoje em dia muitas pessoas estão preocupadas com estética e esquecem que o mais importante é o bem - estar físico, psíquico e social.

Referências

ALMEIDA, Graziela Aparecida Nogueira et al. Percepção de Tamanho e Forma Corporal de Mulheres: estudo exploratório. Maringá: Psicologia em Estudo, V.10, nº. 1, p: 27-35, 2005.

CASTILHO, Simone M. A imagem Corporal. Editora ESETec. Santo André, São Paulo: Editores Associados, p: 100, 2001.

CORDÁS TA, Castilho, S. Imagem corporal nos transtornos alimentares: instrumento de avaliação: Body Shape Questionnaire. Psiquiatria Biológica, p: 17-21, 1994.

FERNANDES, Ana Elisa Ribeiro. Avaliação da Imagem Corporal, hábitos de vida e alimentares em crianças e adolescentes de Escolas públicas e particulares de Belo Horizonte. Belo Horizonte: Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, 2007.

KACTH, F. I.; MCARDLE, W. D. Nutrição, exercício e saúde. Rio de Janeiro: Medsi, 4ª ed., 1996.

NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. Londrina: Midiograf, 2ª ed., 2001.

09/07/2008 16:10 ucha #. sin tema

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